És uma das minhas obras
Vives onde eu desejo
És aquilo que eu quiser
Nasceste para sofrer
Nasceste para viver no mundo que criei para ti
Maioritariamente caminhas em silêncio de mão dada com a solidão
Quando não estás sozinho, há sombras que te perseguem
Admiras as luzes da cidade em meio tom
Sentes o pó no ar a cada movimento
Sei que te sentes só e aterrorizado a cada palavra
Sei que às vezes queres sair do ninho que te criei
Mas não vais sair
Hás-de morrer aqui
Hás-de comer o teu próprio corpo
Tens de sofrer
Tens de te alimentar de todas as más emoções
Tens de beber todos os medos
Tenho um molho de angústia para te oferecer
A cada dia que passa
Porque afinal, foste criado para ser o mártir das minhas palavras.
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