domingo, 10 de outubro de 2010

No Fundo

Ruas escuras desarrumadas

Um leve cheiro a mofo

Uma carta rasgada no chão

Roupa suja em cima da cadeira velha

O sentimento de culpa que me quer matar

As tuas acidas lágrimas que corroem lentamente

Aquelas palavras que ainda magoam

O silêncio que me sufoca

O vazio que me preenche

A claustrofobia que me atormenta

A chuva que me deprime

O medo que sinto

O medo que vou ter

O futuro que tenho medo de conhecer

O passado que me rasga

O presente que me mata cegamente

As lágrimas que me lavam a cara

Eu no fundo sempre tive medo da solidão.

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