Ruas escuras desarrumadas
Um leve cheiro a mofo
Uma carta rasgada no chão
Roupa suja em cima da cadeira velha
O sentimento de culpa que me quer matar
As tuas acidas lágrimas que corroem lentamente
Aquelas palavras que ainda magoam
O silêncio que me sufoca
O vazio que me preenche
A claustrofobia que me atormenta
A chuva que me deprime
O medo que sinto
O medo que vou ter
O futuro que tenho medo de conhecer
O passado que me rasga
O presente que me mata cegamente
As lágrimas que me lavam a cara
Eu no fundo sempre tive medo da solidão.
Sem comentários:
Enviar um comentário