quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Amanhã

Amanhã, sem falta irei matar-me.
Amanhã, ao nascer da madrugada
Irei matar-me de mim
Olhar-me ao espelho
E gritar.
Gritar.
Gritar.

Vagueio cansado
Farto de faltar a compromissos e reuniões
Administradas pelo meu interior.

Entediado
Da estranha razão habituada
Continuo a esperar por amanhã.

Carrego esta simbiose de ideias
Por onde nunca esperei estar sentado,
Pacientemente à espera.

Neste antigo jardim
De meras quimeras
Espero por ti, amanhã.

Neste enfadonho momento
Rasgado por tudo o que está incerto
Este velho jardim, também morrerá
Em sintonia comigo
Amanhã, sem falta.

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