Amanhã, ao nascer da madrugada
Irei matar-me de mim
Olhar-me ao espelho
E gritar.
Gritar.
Gritar.
Vagueio cansado
Farto de faltar a compromissos e reuniões
Administradas pelo meu interior.
Entediado
Da estranha razão habituada
Continuo a esperar por amanhã.
Carrego esta simbiose de ideias
Por onde nunca esperei estar sentado,
Pacientemente à espera.
Neste antigo jardim
De meras quimeras
Espero por ti, amanhã.
Neste enfadonho momento
Rasgado por tudo o que está incerto
Este velho jardim, também morrerá
Em sintonia comigo
Amanhã, sem falta.
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