De uma imensidão luminosa
De gotículas de água, revejo
A glória triunfante que
Funde a vida humana
À paisagem.
Adormecido.
Adormecido com uma
Negra pedra vulcânica,
Mecanizado pela rarefacção
Do pensamento.
Vertiginosamente, no
Dorso da caminhada dos
Triângulos
Que por entre a multidão,
Admiram o cheiro da minha
Desgraçada imaginação, sobrevivo.
Numa curva, a enorme vontade
De voltar a nascer,
Acreditando que ainda consigo
Reconhecer, a pena com que escrevo.
Na noite, o desejo de voltar
A matar tudo aquilo
Que perturba os
Nossos filhos da madrugada.
Ao parar, o vazio ruidoso
Que adormece tudo o
Que se lhe opõe
Perseguindo o nada
Como um lobo esfomeado.
Conservado, no tempo
Hipnotizado na história
Pelo dinamismo
Do ser Humano, entre
Contos que nunca começam.
No fim, os vigorosos
Raios de luz
Aos pés de um percurso
Onde residem todas
Aquelas sílabas que
Amanhã roubarei.
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