Que atravessam paredes.
Que partem janelas.
Que incendeiam casas.
Que matam pessoas.
Alguns ruídos gritam agora lá fora.
Gritam pela independência.
Choram em penitência.
Porém, continuam a morrer nas esquinas.
São condenados, ignorados e apedrejados.
Transpiram aflição, em vão.
Derramam saudade no asfalto, agora esburacado.
Nunca ninguém os ouviu.
Nunca ninguém lhes deu a devida importância.
Hoje, és odiado por eles, que há décadas gritam ao fundo da tua rua.
Nunca os ouviste.
Eles ouviram-te.
Demasiadas vezes,
Mas nunca o suficiente.
Morreste-lhes.
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