quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Em ruinas

Vem.
Encontro-te permanentemente aqui,
Encostado às paredes deste corredor de hospital.
Estas paredes estão velhas.
Estas paredes estão manchadas de histórias.
Histórias que eu não quero ler.

Aqui vive-se outro ambiente.
Outra realidade.
A felicidade aqui é um segredo,
Que ninguém sabe a quem pode confiar.

Aqui vivem anjos.
Anjos com asas de prata.
Anjos que são ocos.
Anjos que sabem ler estas paredes.

Perante tal cenário de guerra,
Ainda existem manchas nestas paredes,
Que se expressam por esperança.
Muitas destas manchas,
Têm salpicos de dor e de amargura.

Não sei.
Não quero saber ler estas manchas.
Mas quero que venhas.
Porque agora que morreste,
Já não fazes nada neste corredor,
das paredes manchadas.

Vem.

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