Fechado em ti
No leito de enormes monstros
Que me fazem sombra
Tentando sobreviver
Por mais uma noite, por mais um momento.
Aqui
A admirar a vida nocturna das luzes.
A apreciar os movimentos frenéticos que existem em ti.
A conspirar sobre cada som que os meus ouvidos devoram.
Às vezes sinto que quero estar aqui.
Assim como às vezes sinto que me vou esconder de ti.
Às vezes penso demasiado em ti.
Assim como às vezes vomito o que sei sobre ti
Na ânsia de te proteger e de não te querer ver morrer
Ali, aos pés de meio mundo
Despejando pelas estradas, memórias que ninguém se quer relembrar
Dilúvios verbais, desconhecidos.
Morrendo, ao som da multidão
Sendo levada, de rastos, pelo caos.
Não, Cidade.
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