Rapidamente o quererás experimentar.
Violentamente sentirás que estás em êxtase.
De seguida, quererás comer e beber dele,
Enquanto nas veias te correr
O sangue envenenado, nunca te irá cair a pedra que carregas.
O ego subirá, quando na mão tiveres,
Aquilo que com tanta exuberância guardarias,
Fechado num mundo de cores quentes.
Consequentemente, conhecerás os primeiros tons cinza.
Posteriormente, manchas de negro comprometidas com o desconforto.
Conclusivamente, sentirás que o poder do veneno se extinguiu do teu corpo.
O medo e o sentido funesto irão ser os teus novos vizinhos.
Irás querer mudar o sentido das cores da tua rua.
Irás desejar uma cidade onde não anoiteça.
Irás ansiar pelo dia em que a amnésia se apodere do teu controlo.
Andarás na rua, intimidado pela vida.
Mendigo serás, na travessa da inconformidade,
correndo em círculos provando o sabor da realidade.
Mais tarde, perceberás que estás embebido em vicio,
Que as ruas que frequentas não são todas no mesmo sentido,
Que existe noite na tua vida e que o veneno é realmente venenoso.
Um dia, acordarás cedo numa manha fria de Outono,
Abrirás a janela para sentir a brisa que te perfurará a pele,
E de uma só lufada de ar, admitirás,
Que o amor é um vicio.
Sem comentários:
Enviar um comentário