sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Les Fauves

Na rua, ninguém.
Na rua não estava ninguém.
Estava tudo vazio.
Ainda senti o cheiro a vazio inconstante.

Na rua, eu.
Sozinho, ali, na rua.
Ainda sinto o cheiro.
O cheiro nauseabundo a carne esquartejada.
Era teu.

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