domingo, 21 de novembro de 2010

A viagem

Através de um vidro,

A beleza de uma estação.

Perfurando a contraluz,

Uma nódoa de cor.


Ao longe, uma ponte frágil.

Ao perto, eu,

Congelado no leito do movimento,

Assistindo à arte da união

Entre a chuva e o vento.


Entre altos e baixos, o nevoeiro,

Solenemente anestesiando a paisagem.

O céu adormecido e o sol embriagado de luz,

Devoravam a melancolia da imagem.


Entre velhas pontes de fragilidade,

A vida em constante movimento.

No horizonte a luminosa linha,

Da vaidade e do crescimento.

No horizonte, a cidade.

Aqui, a liberdade.

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