Através de um vidro,
A beleza de uma estação.
Perfurando a contraluz,
Uma nódoa de cor.
Ao longe, uma ponte frágil.
Ao perto, eu,
Congelado no leito do movimento,
Assistindo à arte da união
Entre a chuva e o vento.
Entre altos e baixos, o nevoeiro,
Solenemente anestesiando a paisagem.
O céu adormecido e o sol embriagado de luz,
Devoravam a melancolia da imagem.
Entre velhas pontes de fragilidade,
A vida em constante movimento.
No horizonte a luminosa linha,
Da vaidade e do crescimento.
No horizonte, a cidade.
Aqui, a liberdade.
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