sábado, 27 de novembro de 2010

Penumbra

Entre pequenos
Cruzamentos de tempo
A cidade tornou-se gelada.
Congelou.

Agora parece viver
Na inércia de dinamismo,
Alimentando-se do magnânimo vazio.

No ar,
Pairam valiosos pedaços
De melancolia em substituição de vida.

As emoções, não se fundem
Com a imensa insensibilidade
Que nasceu no tempo
E não se quer esconder.

Tal como as florestas,
As horas, os momentos,
Os fantasmas e a doença
Também as pessoas permanecem
Hirtas
Na penumbra luminosa
Que parece rastejar
Por entre as casas sem telhado
Daqueles que em dias como hoje,
Abortam os seus frágeis sentidos.



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