Eles atropelam-se
O espírito renasce
Sufocam-se até, nas luzes.
Num ápice,
A alegria aceita reaparecer,
Em maré de hipocrisia
E continuam a correr.
Entre horas de algodão
E portões de solidão
Tudo continua a reaparecer.
Aos solavancos
Provam a triste saudade
Que morava no velho sótão
À uma eternidade.
Constroiem-se grandes monstros de cetim,
Enquanto outros esperam o seu digno fim
Em novelos de agulhas.
Uns choram.
Outros gritam.
Alguns mentem.
Todos o querem.
Pintam-se memórias
Recontam-se historias
Lamentam-se as escórias
Porque é Natal.
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