A casa adormece enquanto a minha mente estremece.
Existe um fragor que não me deixa viajar.
Não sei se vá, ou se me deixe ficar.
À noite, murmuro nomes que desconheço...
À noite, corro em meu redor, sem rancor.
O robusto clarão diz-me sempre que padeço
De algo que me subordina
E que sinto do avesso.
Por mais que eu corra,
Mesmo que seja para bem longe daqui,
Já não sei se morra
Por tudo o que já sofri.
Continuo a ouvir, aquele murmúrio
Espinhoso e Petulante
Que me deixa insípido e ofegante.
A cada estrondo, uma facada
Que me deixa nu, no meio do nada.
Se ao menos a intrepidez
Com que me deito todas as noites
Me deixasse ausentar de vez,
Deste feroz mundo despovoado
Que cresceu na viuvez.
Nas ladeiras dos meus sonhos,
Existem clamores de uma multidão
Que se retirara em ligeiros paços
Preenchidos de exaustão.
O execrável tumulto que reside na minha mente
É vigorosamente insolente.
Apodera-se de mim
Fingindo-se clemente.
Ao deitar, sou profanado por todos estas incógnitas
Que me flagelam a sanidade
Que de tudo, é o que sinto mais saudade.
Sem comentários:
Enviar um comentário