Os teus dias são assombrados pelo meu passado.
Tentas encontrar conforto nas tuas palavras.
Falas aquilo que eu não consigo ouvir.
Mas à noite...
À noite tudo muda.
A paisagem é funesta.
O frio torna-se ainda mais frio.
E eu, sou ainda mais eu.
Oscilo entre sonhos e pesadelos.
Silêncio-me em pensamentos.
Susurro o que o espelho não me quer mostrar.
Ando perdido, entre páginas de um livro qualquer.
Corro ofegante, entre labirintos de palavras.
Tropeço em virgulas.
Sou esmagado por pontos finais.
Quando me deito no teu corpo,
frio como uma pedra de mármore, acordo.
Olho-me no espelho, e nada.
Noite após noite, apercebo-me.
Sou mudo de emoções.
Cego de prazer.
Surdo de te ver.
Talvez, incapacitado de viver.
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