Em absoluto desespero
Ouvindo a chuva cair.
A cada pingo de chuva, uma facada.
Tic Tac Tic Tac
O tempo já não é suficiente
A parede continua a apertar
O vento continua a soprar
A cada pingo de chuva, uma ferida.
Tic Tac Tic Tac
Nada do que vejo
Nunca mais voltará a ser
A irrealidade com que respiro.
Não existe espaço
Não existe altura
O meu corpo irá desabar.
Tic Tac Tic Tac
Ranjo os dentes
Dentro desta ira
Que me rouba o diâmetro
A uma grande e fria distância.
Tic Tac Tic Tac
Aos meus olhos
Nada será mais valioso do que o ego
Que me transporta por entre estas paredes
Que teimam em apertar a cada simples pestanejar.
Tic Tac Tic Tac
Existe um sentimento insípido que me gasta a pele
Uma aflição que me asfixia
As lágrimas que não ousam sair
O tremor que transpiro
Tudo a emergir do meu eu
Como uma mentira descalça a caminhar num pântano.
Tic Tac Tic Tac
A cada patamar
Um obstáculo que me enfeitiça
Que me enlouquece.
Fico perdido
Sem saber como me libertar de mim
Tudo isto apenas
numa inocente volta dos ponteiros do relógio.
Não existe espaço
Não existe altura
O meu corpo irá desabar.
Tic Tac Tic Tac
Ranjo os dentes
Dentro desta ira
Que me rouba o diâmetro
A uma grande e fria distância.
Tic Tac Tic Tac
Aos meus olhos
Nada será mais valioso do que o ego
Que me transporta por entre estas paredes
Que teimam em apertar a cada simples pestanejar.
Tic Tac Tic Tac
Existe um sentimento insípido que me gasta a pele
Uma aflição que me asfixia
As lágrimas que não ousam sair
O tremor que transpiro
Tudo a emergir do meu eu
Como uma mentira descalça a caminhar num pântano.
Tic Tac Tic Tac
A cada patamar
Um obstáculo que me enfeitiça
Que me enlouquece.
Fico perdido
Sem saber como me libertar de mim
Tudo isto apenas
numa inocente volta dos ponteiros do relógio.
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