A mente explora
Os olhos escondem
Os sentidos adormecem
Acreditando numa flácida certeza
Afogada no efeito placebo.
É irreal
Anormal
Banal.
Existe uma enorme
Tensão nervosa
Que explora
Cada cavidade
Do estado esbatido
Que não quer reencarnar
Nem pensar, lutar ou apenas ficar
Para vencer toda aquela fraca expressão
Que nos assalta os poemas
Escritos na água, em vão.
Tem medo
É inseguro
É desconhecido.
Poderiam existir
Grandes mensagens plantadas
Em cada opção de partida?
Poderiam existir mágoas esquecidas
Durante o longo percurso
Que se suicidam na meta final?
Não.
É apenas o fim:
Seco
A meia luz
Decadente
Frágil e doente
Sem ventre, o fim.
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