sábado, 4 de dezembro de 2010

O Homem e a tempestade

Convicto de que conseguia voar
Ele voou.
Atravessou dilúvios emocionais
Cascatas de sentidos e arrefeceu.

Embateu na verde imensidão e desapareceu
Perdido como uma pedra no oceano
Tentada ser encontrada por quem não a viu cair.

Transitou de vida
Em metamorfose
Como se fosse uma borboleta
No ventre do mar
Sofrendo a transformação da vida
Reagindo como um cego
À escuridão.

Desequilibrado
Tentando planear os dias
Fechado numa crisálida
Em nuance de mundo
Nadando nas rochas
Que agora o revestem
Sentiu-se o desassossego de um conto ao sossegar
Arrematando-o à inexplicável viagem
Do Homem e a tempestade.

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