Quando a frequência é baixa
E a noite é longa
As estrelas descem
E tu sonhas com:
Homens que vivem em tempestade
Homens deste mundo.
Homens que são plural
Omissões que são verdades
Medo que é alegria
Vergonha que é incerteza
Lutadores que comem o pó
Dos chefes da sociedade
Que são como laminas
Mal afiadas
Impõem obstáculos
Mas não cortam ruas.
Armas sem pólvora
Caras sem rosto
Olhares profundos
Visão turva.
Caminham
Quando o errado
Encara o estranho
Nas ruas
Onde ninguém
Tem memória.
Enumeras vezes
assemelha-se ao fim
Bastante vezes
Serve como fim.
Às vezes
Não é o início
Constantemente
É uma mentira.
Diariamente
É uma dúvida.
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