Nem sempre somos pedra
Assim como nem sempre somos
O suficientemente inquebráveis
Como tentamos pintar, todos os dias.
Às vezes também somos o rio
Que arrasta tudo
Pelas margens
Onde existem espelhos invés de árvores
Que te mostram todos os detritos
Que vao embrulhados junto a ti, na corrente.
E se nos deitarmos aqui
E se não nos quisermos levantar
Ficaremos indiferentes para sempre
Como o lixo que nunca quisemos ser.
Reduzimo-nos a cinza
Pó.
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