Não me apetece morrer
Sinto-me cansado da morte
Já morri demasiadas vezes.
Agora o meu ego é um eco
Que percorre todas as infinitas paredes
Do meu corpo, como se nunca fosse suficiente
Todas estas corridas quase vitais
Que me obrigo a executar.
No cimo disto tudo
Consigo ver nitidamente
Por entre as grandes grades
Que me perturbam o toque:
Onde estão todas as pessoas simples
Que viviam mesmo em cima do meu telhado?
Decidiram partir sem me avisar?
Fugiram sem me levar?
Sonharam sem me introduzir?
Mentiram sem me esmagar?
Resolveram morrer sem me matar.
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